A Universidade representará o Brasil em um estudo cooperativo que reúne 15 instituições da América, Europa e Ásia. A pesquisa deve produzir um diagnóstico precoce da doença.

Os pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) estão participando do Consórcio Internacional de Pesquisa em Gestão de Risco, Avaliação e Vigilância em Dengue, o Idams (sigla em inglês de Internacional Research Consortium on Dengue Risk Assessment, Management and Surveillance).

O projeto, feito em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, irá identificar fatores que diferenciem a dengue de outras doenças febris comuns. Com financiamento da União Europeia, a Uece contará com 170 mil euros por 4 anos. A previsão é de que as atividades comecem entre abril e maio, em postos do Programa Saúde da Família (PSF) em Fortaleza.

Serão analisados pacientes que chegam aos hospitais com quadros de febre apresentados em até 3 dias. Após entregarem um termo de consentimento, eles serão submetidos à coleta de amostra de sangue e outros procedimentos clínicos. Caso apresentem resultados compatíveis com a dengue, recebem um acompanhamento da evolução da doença por 6 dias.

Andrea Caprara, coordenador da pesquisa no Brasil e professor do Departamento de Saúde Pública da Uece, afirma que a ideia é produzir um diagnóstico precoce, “mais ágil e preciso”. Dessa forma, é possível evitar complicações futuras da doença e identificar pacientes de alto risco.

A equipe de pesquisadores é formada por mestrandos, doutorandos, estudantes de medicina e 25 médicos e enfermeiros do PSF.

Segundo Andrea, o estudo ficará circunscrito apenas a áreas da Capital. “Começaremos a pesquisa em clínicas das regionais 1 e 5, mas queremos ampliar esse alcance no futuro”.

O coordenador explica que o Idams é multicêntrico, sendo realizado da mesma maneira em todos os países participantes.

O grupo de representantes das instituições se reunirá todos os anos na cidade de Heidelberg, na Alemanha. O primeiro encontro aconteceu em dezembro do ano passado.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as infecções pelo vírus da dengue atingem entre 50 e 100 milhões de pessoas em todo o mundo, a cada ano. O levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Lira), divulgado pelo Ministério da Saúde, revelou que 48 cidades brasileiras apresentam alto risco de surto de epidemia no período de chuvas.

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